segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ex novo planeta

Terra, Vénus, Marte, Mercúrio e Plutão

Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno comparado aos anteriores:

O Sol comparado a todos!




Vcs sabem que o “novo” planeta descoberto recentemente, naum é um planeta nas definições de planeta dos astrônomos, bem como plutão tbm.

Muitos de nós aprendemos na nossa época de escola que tínhamos 9 planetas em nosso sistema solar, que são Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Só que agora Plutão naum é mais um planeta , pq para ser um planeta um corpo tem que ter massa suficiente para ficar isolado em sua órbita, no trajeto q percorre em volta do sol e plutão esta fora deste conceito.

Na nova definição de planeta, temos três grupos: o primeiro com os oito principais, depois um segundo, que são os asteróides, e um terceiro grupo com Plutão e o novo objeto (UB 313 esse é o numero que deram para ele)
Primeira imagem:


* 2003 UB313 - depois Xena e finalmente Éris - o novo planeta anão. TEM UMA LUA
O objeto trans-netuniano recentemente descoberto o 2003 UB313,
denominado inicialmente Xena, esta' se parecendo cada vez mais com
os maiores planetas do sistema solar, embora a maioria dos
astrônomos tenha enormes resistência a utilizar esse termo. Soma ao
seu tamanho, 20% maior que Plutão, e a sua distancia, 97 unidades
astronômicas, a descoberta, por parte de astrônomos do Instituto
Tecnológico da Califórnia Caltech e mais outros colegas, de um
satélite natural. Este pequeno corpo 100 vezes mais fraco que Xena,
e cujo nome provisional e' Gabrielle, gira de duas em duas semanas
ao redor de Xena e foi registrado em 10 de setembro de 2005, por
meio do telescópio Keck II de 10 metros, no Observatório W.M.
Keck, no Havai'. ( Fonte:
http://www.gps.caltech.edu/~mbrown/p...oon/index.html )

É gente a ciência naum para..como jah dizia o velho Cazuza o mundo naum para.

Amanhã eu volto com mais curiosidades.

Beijo a todas

domingo, 7 de setembro de 2008

Flores raras e banalíssimas


Peço novamente que você abandone os rótulos, mais do que apenas "literatura lésbica", Flores raras e Banalíssimas (Carmen L. Oliveira, Editora Rocco) conta a história de duas mulheres únicas, duas estrelas de universos diferentes. A história começa com uma mulher que parte em busca de si mesma (lembram da resenha que fiz para o Dia do Coringa?). Essa mulher é uma americana, desterrada, frágil, etérea, atormentada, poeta. Elizabeth Bishop vem para o Brasil em busca de sentido. Encontra um furacão de personalidade forte e protetora: Lotta de Macedo Soares. De tão improvável o romance entre elas é óbvio: Lotta oferece para Bishop seu amor, sua proteção e seu espaço.

Durante 16 anos, numa casa em eterna construção, viveram felizes. Bishop escrevia seus melhores poemas e Lotta tentava terminar a construção daquela casa monumental. Mas Lotta queria mais, no seu afã de urbanista sem título acadêmico, ela se envolveu com a política carioca para urbanizar o Aterro do Flamengo. Estamos nos anos 60 e Lotta trava uma intensa luta política para realizar seus ideais estéticos, arrastando Bishop para o centro do Rio de Janeiro, capital da República que a poeta desdenha abertamente em seus escritos. O teor crítico da poesia de Bishop não agrada ao círculo de intelectuais brasileiros e ela é francamente hostilizada por aqui. Nesse processo intenso Lotta se sente viva e atuante enquanto Bishop reavalia seus passos....

Interessante avaliar que as conquistas e lutas de Lotta não ficaram escritas no que ela fez. Tanto a casa do loteamento Samambaia, quanto o parque do aterro não levam sua assinatura. Por outro lado, Bishop foi praticamente ignorada no país. Portanto, esse livro resgata não apenas uma história de amor, resgata uma memória "propositalmente" enterrada. Quantas Lottas não ficaram "esquecidas" não apenas por serem lésbicas, mas principalmente por serem mulheres num universo masculino e acadêmico?

P. S.: esse livro é considerado o precursor da chamada "Literatura Lésbica" no Brasil. Elis odeia francamente os rótulos porque eles são perigosos e podem restringir o público leitor. Neste seção vocês vão encontrar resenhas de todos os "tipos" de literatura, porque a boa leitura se faz com boa literatura, não importando o quão lésbica ela é. Isso vale para filmes também. Fica a dica!

Quer ver fotos da casa de Samambaia? http://www.vitruvius.com.br/ac/ac015/ac015_1.asp

Fofão...Já estou com saudade



Desculpem a invasão( Gabriella) e de me atrever em falar de algo que não é minha matéria nem é algo que tenho tanto conhecimento.
Mas coisa de coração não dá pra guardar...
Hélia Souza (FOFÃO)
Nascida em Março de 70 esta menina de Ouro começou a participar constantemente na nossa seleção em 1993 quando o tecnico Bernardo assumiu a seleção.
Ficou anos no Banco como reserva da Fernandinha Venturini. Em 1999 assumiu definitivamente como principal levantadora da nossa seleção.340 Jogos
Levantando os nossos corações...
Missão pra lá de cumprida menina de OURO!!!

sábado, 6 de setembro de 2008

SELEÇÃO JÁ ESTÁ EM SANTIAGO



Com um atraso de mais de uma hora, a delegação da Seleção Brasileira desembarcou em Santiago, capital chilena no final da noite desta sexta-feira, para o jogo das eliminatórias da copa de 2010.

A Seleção Brasileira emfrentará o Chile neste domingo, 07/09, às 22:00 horas.

O jogo será exibido pela rede globo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008


Carrefour é condenado a pagar R$14.800 a transexuais discriminadas

No dia 19 de agosto de 2006 duas transexuais foram vítimas de piadas homofóbicas por funcionários do mercado Carrefour da Avenida Salim Farah Maluf, em São Paulo. Por conta disso, elas entraram com processo em setembro do mesmo ano contra a loja perante a Comissão Processante Especial da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo. As ações judiciais foram movidas com base na Lei Estadual nº 10.948/01 que pune atitudes discriminatórias decorrentes da orientação sexual.

A dupla que sofreu a discriminação, Vanessa Graccio (Helton de Oliveira) e Rafaela Garcia (Claudiney Robson Graccio), disse que no momento em que estavam fazendo compras alguns funcionários começaram a apontar e a fazer gestos obscenos e ofensas verbais. Relataram ainda que o gerente acompanhou toda a cena e nada fez para que se parasse.

Hoje saiu a decisão final, publicada em Diário Oficial, onde o Carrefour foi condenado em última instância a pagar às trans o valor de R$ 14.800. Dimitri Salles, da Secretaria de Justiça, lembrou a reportagem do A Capa que o casal já tinha vencido em primeira instância em fevereiro deste ano mas, "nós consideramos na época que a pena tinha sido muito branda - apenas uma advertência - portanto recorremos da decisão e a Secretaria de Justiça entendeu que realmente tinha sido branda e condenaram o mercado a pagar".

Na íntegra: http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=5610

Falando sobre eles(elas)

Keila Simpson no Jô
Ontem me deparei com o anuncio de Keila no programa do Jô, quase não acreditei e corri para ver...
Esta maravilhosa participante ativa que atua em combate contra a homofobia faz parte da ANTRA (Articulação nacional de travestis, transexuais e transgeneros) e foi convidada para ir ao programa depois de ter ido a casa de Caetano Veloso :

"Meu querido Jô Soares, faz uma entrevista com a Keila Simpson, a principal informante do trabalho feito sobre o travestismo no Brasil pelo antropólogo americano Don Kulick; ela, Keyla, é uma pessoa incrivelmente articulada e tem muito a contar sobre a realidade da vida dos travestis brasileiros (vive em Salvador mas já viveu em Milão e sabe de tudo: está ligada a organizações de humanização da condição das travestis)! - e o livro “Travesti” acaba de sair traduzido em português;"( Pedido do Caetano ao Jô)
Veja mais aqui:
http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM877783-7822-KEILA+SIMPSON+FALA+NA+GIRIA+INDACAS,00.html

quinta-feira, 4 de setembro de 2008


Somos mulheres, mulheres comuns, que tu vês nas feiras, nos supermercados.
Temos família, Formamos família, Educamos filhos, nossos e dos outros.
Protegemos vidas, casas, almas e corações.
Algumas adoram cozinhar , outras nem sabem esquentar um ovo, quanto mais fritar.
Mas Nos preocupamos com o Mundo e Com nossas mesas fartas
Vejam as diferenças de culturas e valores de uma semana de alimentação de algumas famílias do Mundo
Continua...http://armariodificilsaida.blogspot.com/2008/03/culturas-suas-culunaria-e-seus-preos.html

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Arte de Nossa Gabriella Barbosa




O dia do Coringa


Para dar início ao nosso espaço literário, a San pediu e a Elis indica "O dia do Coringa", livro encantador de Jostein Gaarder, mesmo autor do já famoso "Mundo de Sofia". O que poucas pessoas sabem é que o Dia do Coringa é anterior ao Mundo de Sofia, ou seja, Gaarder afirma que fez o segundo livro pensando na criança-personagem do primeiro. Se o Mundo de Sofia é um manual de filosofia para crianças, o Dia do Curinga é apenas um livro infantil, mas que livro infantil.


Não se engane com o rótulo de literatura infantil, ele é ilusório. Gaarder consegue encantar muitos adultos com suas histórias recheadas de amor, desilusão, busca, compreensão, descobertas. Querem saber o enredo dessa história? Vou dizer apenas que li o livro e logo na primeira página me deparei com um pai filósofo-bebum, colecionador de Coringas, abandonado pela esposa-modelo e reponsável por um menino cuja imaginação é ilimitada. Esses são os pontos fixos da história. Você precisa de mais motivos para se encantar? Eu não precisei. Mas Gaarder pensou em tudo: pai e filho partem em busca da "mulher", aquela que foi embora em busca de si mesma, e durante a viagem percorrem as grandes paisagens filosóficas da Grécia (berço da filosofia). Essa mulher que parte é o ponto ausente-presente de toda a história, mãe, esposa e enigma. Nós percorremos a história inteira rezando para pai e filho não se decepcionarem caso não reencontrem a mulher.

Não vou contar o final da história, mas ela contém ainda elementos de outros clássicos infantis como "Alice no país das Maravilhas" e "Viagens de Gulliver". Para encerrar deixo com vocês uma observação do pequeno Hans com relação ao acordar de seu pai-filósofo-bebum: ele acordava sempre como se fosse a primeira vez, surpreso e encantado com a vida. Só por esse acordar todos os dias como se fosse a primeira vez já vale a leitura do livro, e foi esse acordar que me marcou para toda a minha vida. Só para encerrar com o significado do Coringa, carta única do baralho, é aquele que desestabiliza, mas que também faz conexões, a metáfora perfeita para o trabalho do Filósofo.

Espero que tenham gostado. Divirtam-se.


Link para baixar o Livro:http://www.4shared.com/file/36463350/c5f0e2e8/Jostein_Gaarder_-_O_Dia_do_Curinga-rev-pdf.html

Eu quero que me prendam


Em 2008, a primeira Polícia Feminina do país, a de São Paulo, completou 53 anos. A idéia de empregar mulheres em missões policiais no Brasil surgiu na década de 50 e foi uma mulher, em 1953, que apresentou, no 1º Congresso Brasileiro de Medicina Legal e Criminologia, sua tese da necessidade de criação de uma polícia de mulheres e defendia que as mulheres eram tão competentes quanto os homens para realizar o trabalho de policial. Isso foi em 1953 e a mulher era Hilda Macedo, assistente da cadeira de Criminologia da Escola de Polícia.

A coronel dos homens

A primeira mulher a comandar uma tropa masculina no Brasil foi a coronel Luciene Magalhães de Albuquerque, que em 1992 assumiu o comando do 34° Batalhão de Polícia Militar de Minas Gerais, onde, durante três anos, comandou 800 policiais homens. A região onde ela atuava era uma das que registrava os maiores índices de criminalidade na capital mineira, Belo Horizonte.

Atriz Reese Witherspoon luta contra violência doméstica



Momento importante do evento que divulga a campanha Fale sem Medo - Não à Violência Doméstica, promovida pela marca de cosméticos Avon, é o encontro entre Reese com Maria da Penha Maia Fernandes, símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil e convidada especial.
"É um prazer conhecer essa mulher que encorajou o Brasil", disse a atriz. Após seu pequeno discurso, Reese presenteou Maria da Penha com uma Pulseira da Atitude,

Eleições agora com candidatos Gays


Se há algo de novo nas eleições municipais de 2008 é o fato de termos uma quantidade considerável de candidatos assumidamente gays e que empenham a bandeira das questões de políticas públicas específicas para este público. Porém, diante deste fato uma questão permeia: os gays votam em gays? Vivemos realmente uma eleição fora do armário?
Continua aqui....
http://armariodificilsaida.blogspot.com/search/label/Pol%C3%ADtica%20Queremos%20Acreditar

Para quem gosta de futebol- Jogos do Campeonato Brasileiro Masculino do dia 03/09/08

Santos- SP x Vitória- BA 22:00
Figueirense- SC x Flamengo- RJ 22:00 ( o jogo será televisionado pela rede globo)
Atlético Mineiro - MG x São Paulo- SP 22:00
Goiás - GO x Atlético Paranaense- PR 19:30

"Entre Amigos & Amores, os espaços gays do Rio" Chega a São Paulo!!!



Vai ser inaugurada dia 9 de setembro ás 19 hs no MAC IBIRAPUERA, A inauguração será aberta ao publico. Não deixem de pretigiar este artista !!!

Essa exposiçao teve data prorrogada no Rio, tamanha a boa acolhida do público.

A exposição é do Fotografo Pedro Stephan
Ele já teve ensaios fotográficos publicados em importantes revistas internacionais, como na francesa "Tetù Magazine", editada pelo estilista Yves Saint Laurent; nas alemãs "AK Magazine", "Siegessaeule" e "Du und Ich"; e nas norte-americanas "Circuit Noize" e "La Vida", entre outras

Diário dos Esportes- 03/09/08


Maurren Maggi fica em 4° lugar no GP de atletismo da Suíça


A paulista saltou 6,59 m, marca inferior aos 7,04m que lhe deu o ouro em Pequim, na China. A medalhista de ouro nos jogos olímpicos de 2008 ficou em quarto lugar.

A vencedora da prova foi a portuguesa Naide Gomes, saltando 6,77 m. O segundo lugar ficou com a russa Tatyana Lebedeva, que foi prata nos jogos olímpicos, ela saltou 6,64 m.

Keila Costa a outra brasileira que representou o Brasil no GP, ficou em décimo lugar, com um salto de 6,35m.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Esclarecimento

Este Blog, não deixou de Apoiar o Projeto da Alessandra!
Ela deve em breve ter um Blog que não esteja atrelado a nossa comunidade para continuar a desenvolver a Brilhante idéia que teve sobre o Livro de Depoimentos e histórias sobre a nossa Saída do Armário.
Acredito que isto só deva contribuir com seu projeto, pois ela terá mais liberdade para trabalhar seu projeto.
Estaremos colocando todos os depoimentos que já temos em um tópico que acredito a própria Alessandra deva transcrever os depoimentos para seu novo blog.
Assim que ela me passar o novo endereço eu vou disponibilizar e colocar entre nossos blogs recomendados.
Assim para não perdermos o espaço este blog será repaginado e contará com varias colaboradoras desenvolvendo temas criativos .
Como faz Parte da InFoco, surge novamente a Fenix!!!

INPORTANTE: continuem a Mandar seus Relatos, pois eles tem ajudado muito a varias pessoas que tem passado por momentos tão delicados.
Para enviar okeoman1@terra.com.br * Todos serão postados
Meus votos para a Ale

Mirtes Pura Arte!


Esta Forte Mulher, Está na Espanha, aprendendo e ensinado.
Aprendendo novas técnicas para nós encantar com suas pinturas e ensinando os Espanhóis a Garra da Mulher Brasileira!
Em agosto Fez sua Segunda Exposição, que tivemos o Prazer de ter também seus quadros expostos em nossa Comunidade!
Vejam um pouco da exposição aqui : http://armariodificilsaida.blogspot.com/2008/03/exposio-mirtes-os-musicos.html

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Sabine

Bom... só tive 1 namorado, q nem considero pq só tinha 13 anos e foi um namoro bem "bobinho", fiquei com uns 3 ou 4 meninos depois disso e como nunca sentia nada demais qnd estava com eles (aliás, eu ñ sentia nada mesmo, o q acabou me fazendo parar d ficar com garotos, o q considero bom por ñ te precisado transar com nenhum pra me "descobrir") foi bem fácil me entender como lésbica e me aceitar. Meu pai morreu qnd tinha 17 anos, mas como passava mais tempo com ele do q com minha mãe, ele sabia, afinal ñ é qlqr pai q vê uma mulher bonita na rua e "cutuca" a filha pra apreciar a visão tb...rsrs...Bom, contei pros meus amigos, alguns choraram, até hj ñ entendi pq, mas de resto foi bem tranquilo. Agora vinha a hora de falar p minha mãe, só q ela resolveu perguntar 1º!! E nem foi pra mim, perguntou à uma amiga. A Sabine é gay?? ao q minha amiga respondeu: Se for, tem algum problema??...O silêncio da minha mãe foi ensurdecedor...e o pior eu ouvi tudo d onde estava...veio na minha cabeça: De onde ela tirou essa desconfiança??!! Afinal eu nunca saía com garotos, muito menos falava deles, vivia em baladas e parava tudo o q estava fazendo p assistir Bad Girls e Queer as Folks...bem, isso respondeu minha dúvida...rsrsrs...Nem fiquei em casa naquele dia, qnd cheguei d madrugada ela acordou e me abordou no banheiro no exato momento em q escovava os dentes. Disse: O q a Dri falou, é verdade? E eu comecei a achar a escovação dos dentes uma tarefa incrivelmente fascinante (as coisa q fazemos qnd estamos numa situação desconfortável...rsrs), me fiz de desentendida e a ignorei, ela insistiu dizendo q sabia q eu tinha ouvido a conversa delas 2 de manhã...tomei coragem e disse q era sim e peruntei pq ela queria saber e ela disse: Vc é feliz??, respondi q sim, ao q ela respondeu: Ok então, durma bem filha, mamãe te ama!!...Fui dormir me sentindo a "sapinha" mais feliz do mundo...Aí foi tudo lindo, ela conheceu as namoradas q tive depois disso, ela dormiam lá em casa, tudo bem "famíla" unida...
...Até q meus parentes descobriram (crédito q eu reservo à rede Globo de Televisão, me viram pela tv na parada gay de "Copa" em 2002...aff), então veio o "Inferno de Dante" por 1 ano. Diziam q minha mãe ñ tinha q aceitar isso, q era absurdo, q se meu pai estivesse vivo isso ñ teria acontecido (mal sabiam eles q ele morreu sabendo) e todo aquele blá, blá, blá...minha mãe começou a me rejeitar, nós brigávamos o tempo todo, ficava controlando meus horários (coisa q p mim era absurdo, pq eu já ñ tinha hora p chegar em casa desde os 14 anos), meu namoro foi por água à baixo por causa disso tudo...Depois d tanta "encheção de saco" dos meus parentes, eu "explodi" numa festa de família (crédito q eu reservo às cubas libres q tomei), disse q eles ñ pagavam minhas contas, q minha mãe estava melhor q eles pq pelo menos eu era uma boa filha e ñ saía por aí transando com todo mundo, pegando doenças e engravidando como minhas primas, q eu ñ era viciada como o meu primo etc...disse p minha mãe q ela estava sendo hipócrita, pq ela vinha aceitando numa boa até descobrirem, enfim, mandei todo mundo p casa do caralho e parei de falar com eles por 2 anos...minha mãe me pediu desculpas e acabou entrando na "onda" junto comigo, aí foi tudo melhorando de novo...Meus parentes agora ñ falam mais nada, minha namorada é sempre bem vinda na casa deles, nós conversamos abertamente etc. Agora converso numa boa com minha mãe sobre meu relacionamento (coisa q antes eu ñ fazia, apesar de ela aceitar). Aprendi 4 coisas com isso tudo, 1º: Nossos progenitores ñ tem obrigação de aceitar, mas sim d respeitar. 2º: Se eles respeitam a aceitação vem com o tempo. 3º: Se vc se impor as pessoas irão te respeitar com indivíduo. E 4º: Nunca leve sua mãe p uma boate gay, pq senão vc ñ fica "à vontade"...rsrs
...Esperar q todos aceitem numa boa é meio ilusório, tem sempre 1 q se opõe, mas isso ñ pode fazer vc se "anular" e abaixar a cabeça...nunca tive vergonha de mim, pelo contrário me orgulho d ter passado por isso de cabeça ergida o tempo todo (crédito q reservo ao meu nariz arrebitado...rsrs)...mas, sério importante não é discutir, nem tenho q porvar nada pra ninguém, basta ser uma pessoa conciente e honesta comsigo mesma, se fizer isso as outras pessoas vão notar q gosto ñ é falha de caráter. Pq ninguém escolhe gostar mais de filé do q d salmão, isso é uma coisa q é implícita em nós, assim como nossa orientação sexual (odeio a palavra "opção", leva à interpretações dúbias)...Então, p aquelas q ainda ñ saíram do armário: Tenham coragem!! Qnt mais de nós assumirem, mais fácil será pra nos colocarmos na sociedade como pessoas simplesmente, e não um grupo dsitinto...A visibilidade é fundamental pra sermos respeitados e amados!


Um bjo e força à todas

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Morenna

Bom nunca fui diferente quando criança, sempre brinquei com as meninas, de Barbie, essas paradas.
Quando eu tava no 2º grau fiquei um tempão com uma amiga, minha mãe descobriu e quase me matou, fiquei anos sem falar com a minha amiga, hoje nos falamos e nem rola mais nada.

Aí um belo dia, eu resolvi que ia me dedicar mais a uma comunidade aqui do Orkut que fala de uma série que eu amo. Resolvi também que ia ser responsável pelas legendas dessa série aqui no Brasil, coloquei anúncio e montei uma equipe de tradução, aí conheci uma menina fofa demais, mas muito marrenta, toda semana competíamos para ver quem traduzia mais linhas de diálogos.

Nos falávamos pouco, mas com o passar do tempo fomos nos falando td dia via MSN, webcam, telefone até que eu dia decidi pegar um avião lá do Rio e vir aqui para SP conhecer não só a menina que eu tava gostando, como outras meninas que curtem o mesmo seriado que eu. Foi impressionante mas foi amor à priemeira vista, frio na barriga, tremedeira, nervoso.

Fazia tempo que eu num me sentia assim, desde que tinha largado do meu noivo.
Sempre arrumava uma desculpa para voltar aqui na cidade dela e vinha praticamente todo mê, já tava impossível morar longe. Ela decidiu que eu ia ter que vir morar aqui com ela. Detalhe, eu com 28 anos e ela com 20. Ela me arrumou o emprego, e eu vim. Nesse meio tempo, meu irmão (maldito!) achou algumas fotos nossas e pssou a odiar a menina, não falava direito comigo e tanto fez que acabou contando para a minha mãe. Quando voltei para visitá-los no Rio foi uma confusão, uma briga enorme, minha mãe chorando, um verdadeiro stress...
Da última vez que passei alguns dias por lá, briguei feio com o meu irmão ele el falou tudo, gritou para todo mundo ouvir, me xingou de sapatão para baixo, disse que eu era a vergonha da família que eu tava deixando minha mãe doente. Minha tia e minha afilhadinha de 10 anos ouviram tudo e se não sabiam ainda, ficaram sabendo.

Bom, é isso, fui meio que tirada do armário, sou bi, amo muito a minh anamorada, larguei tudo o que eu tinha no Rio, me muei para o interiro de SP por causa dela, e faria tudo de novo se fosse preciso, em breve ela termina a faculdade e disse que vai morr comigo, conto os dias que nem criança para ela se formar logo (no final do an que vem) e ir morar comigo.

É mais ou menos isso...

Romilde

Fui uma criança muito sozinha, não tinha amigos. Eu tinha hábitos, preferências e comportamentos diferentes, mas como não tinha base comparativa, não sabia que era diferente. Eu me sentia atraída por meninas, e achava que isso fosse normal, que as outras meninas também sentissem isso. Desenvolvi minha personalidade pautada nas minhas próprias reflexões, vontades, ímpetos, livre da influência de outras crianças. Para mim, gostar de garotas era totalmente natural, por isso nunca tive problemas em me aceitar, e também por isso tampouco compreendo quando leio depoimentos onde as pessoas relatam seu grande sofrimento em se aceitar como homossexual. Acho que foi por volta dos dez, onze anos, quando começaram as paqueras e namoricos na sala de aula... Tive aquele insight e comecei a reparar que as meninas se interessavam pelos meninos, que os adultos casavam-se sempre com pessoas do sexo oposto, e que aquela amiga do meu pai que tinha cabelo curto e se vestia de homem já devia ter uns 40 anos e morava sozinha, nunca teve filhos nem namorados, apenas amigas. Um tempo depois comecei a namorar um rapaz, mas gostava da melhor amiga dele, e o namoro acabou assim que ela mudou-se para outra cidade. Aos quinze, apaixonei-me por uma garota, mas não nos envolvemos porque minha mãe enfrentava um divórcio muito duro e achei que não era o melhor momento. Aos dezesseis, conheci a moça com quem estou até hoje e retendo me casar. E por ela valeria a pena investir na relação e assumir para a minha mãe. Gente, eu achei que seria tranqüilo, pois ela é uma mulher jovem e sempre se mostrou moderna, cabeça aberta. Quando contei, ela entrou em depressão, ameaçou me matar, tentou suicídio, ameaçou processar minha namorada, cortou internet, telefone, dinheiro, liberdade, e até a minha privacidade. Dizia-me coisas horríveis, ameaçava muito, praguejava sempre, falava que eu jamais teria sucesso profissional, que as portas estariam sempre fechadas pra mim, que os homossexuais eram pessoas promíscuas, drogadas, vulgares, ignorantes e sozinhas.
Eu, como não tinha contato com nenhum gay e só conhecia aqueles escandalosos que a gente vê na rua, não achava aquilo um tremendo absurdo, apenas dizia a ela que eu não seria assim. Bem... Tudo mudou na minha vida quando eu passei no vestibular e saí de casa. Vim morar na cidade da minha namorada, o que só foi possível porque dois meses antes eu dissera à minha mãe que era mesmo fase, que tinha passado. Aqui pude perceber que os homossexuais que minha mãe desenhou um dia pra mim eram um estereótipo ridículo criado pelo preconceito da sociedade. Conheci pessoas maravilhosas, inteligentes, bem sucedidas, discretas, respeitadas, livres, e muito, muito felizes, e pude me compreender e me aceitar com tranqüilidade. Ainda assim, não sou totalmente assumida pros outros. Não nego nem minto, porém mantenho a discrição em locais públicos, só baixo a guarda em lugares gays. Em casa, após um ano inteiro de guerra e inferno, já faz um outro ano que eu e minha mãe estamos muito bem... Ela simplesmente apagou aquela parte da nossa vida, e hoje finge que nada aconteceu. Antes de eu sair de casa, ela disse que se soubesse de mim com uma garota, não seria mais minha mãe. Por isso eu não toco mais no assunto, ela finge que não sabe, e estamos bem, vivendo uma mentira. Sinto-me muito triste em pensar que terei sempre que escolher com quem vou passar o natal, a páscoa, as férias, o ano novo e tudo mais, pois minha mãe nunca aceitará a minha namorada. Entretanto, tenho que respeitar isso. Minha mãe não me proíbe de namorar meninas, eu não imponho a ela meu relacionamento. Mesmo com isso, sou feliz. Tenho uma carreira sólida na faculdade, uma vida social ótima, a amorosa, nem se fala, me aceito plenamente e sou completamente satisfeita comigo mesma.