sábado, 6 de setembro de 2008
SELEÇÃO JÁ ESTÁ EM SANTIAGO
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Carrefour é condenado a pagar R$14.800 a transexuais discriminadas
No dia 19 de agosto de 2006 duas transexuais foram vítimas de piadas homofóbicas por funcionários do mercado Carrefour da Avenida Salim Farah Maluf, em São Paulo. Por conta disso, elas entraram com processo em setembro do mesmo ano contra a loja perante a Comissão Processante Especial da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo. As ações judiciais foram movidas com base na Lei Estadual nº 10.948/01 que pune atitudes discriminatórias decorrentes da orientação sexual.
A dupla que sofreu a discriminação, Vanessa Graccio (Helton de Oliveira) e Rafaela Garcia (Claudiney Robson Graccio), disse que no momento em que estavam fazendo compras alguns funcionários começaram a apontar e a fazer gestos obscenos e ofensas verbais. Relataram ainda que o gerente acompanhou toda a cena e nada fez para que se parasse.
Hoje saiu a decisão final, publicada em Diário Oficial, onde o Carrefour foi condenado em última instância a pagar às trans o valor de R$ 14.800. Dimitri Salles, da Secretaria de Justiça, lembrou a reportagem do A Capa que o casal já tinha vencido em primeira instância em fevereiro deste ano mas, "nós consideramos na época que a pena tinha sido muito branda - apenas uma advertência - portanto recorremos da decisão e a Secretaria de Justiça entendeu que realmente tinha sido branda e condenaram o mercado a pagar".
Na íntegra: http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=5610
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Falando sobre eles(elas)
Keila Simpson no Jô
Ontem me deparei com o anuncio de Keila no programa do Jô, quase não acreditei e corri para ver...
Esta maravilhosa participante ativa que atua em combate contra a homofobia faz parte da ANTRA (Articulação nacional de travestis, transexuais e transgeneros) e foi convidada para ir ao programa depois de ter ido a casa de Caetano Veloso :
"Meu querido Jô Soares, faz uma entrevista com a Keila Simpson, a principal informante do trabalho feito sobre o travestismo no Brasil pelo antropólogo americano Don Kulick; ela, Keyla, é uma pessoa incrivelmente articulada e tem muito a contar sobre a realidade da vida dos travestis brasileiros (vive em Salvador mas já viveu em Milão e sabe de tudo: está ligada a organizações de humanização da condição das travestis)! - e o livro “Travesti” acaba de sair traduzido em português;"( Pedido do Caetano ao Jô)
Veja mais aqui:
http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM877783-7822-KEILA+SIMPSON+FALA+NA+GIRIA+INDACAS,00.html
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Somos mulheres, mulheres comuns, que tu vês nas feiras, nos supermercados.
Temos família, Formamos família, Educamos filhos, nossos e dos outros.
Protegemos vidas, casas, almas e corações.
Algumas adoram cozinhar , outras nem sabem esquentar um ovo, quanto mais fritar.
Mas Nos preocupamos com o Mundo e Com nossas mesas fartas
Vejam as diferenças de culturas e valores de uma semana de alimentação de algumas famílias do Mundo
Continua...http://armariodificilsaida.blogspot.com/2008/03/culturas-suas-culunaria-e-seus-preos.html
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quarta-feira, 3 de setembro de 2008
O dia do Coringa

Para dar início ao nosso espaço literário, a San pediu e a Elis indica "O dia do Coringa", livro encantador de Jostein Gaarder, mesmo autor do já famoso "Mundo de Sofia". O que poucas pessoas sabem é que o Dia do Coringa é anterior ao Mundo de Sofia, ou seja, Gaarder afirma que fez o segundo livro pensando na criança-personagem do primeiro. Se o Mundo de Sofia é um manual de filosofia para crianças, o Dia do Curinga é apenas um livro infantil, mas que livro infantil.
Link para baixar o Livro:http://www.4shared.com/file/36463350/c5f0e2e8/Jostein_Gaarder_-_O_Dia_do_Curinga-rev-pdf.html
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Eu quero que me prendam
Em 2008, a primeira Polícia Feminina do país, a de São Paulo, completou 53 anos. A idéia de empregar mulheres em missões policiais no Brasil surgiu na década de 50 e foi uma mulher, em 1953, que apresentou, no 1º Congresso Brasileiro de Medicina Legal e Criminologia, sua tese da necessidade de criação de uma polícia de mulheres e defendia que as mulheres eram tão competentes quanto os homens para realizar o trabalho de policial. Isso foi em 1953 e a mulher era Hilda Macedo, assistente da cadeira de Criminologia da Escola de Polícia.
A coronel dos homens
A primeira mulher a comandar uma tropa masculina no Brasil foi a coronel Luciene Magalhães de Albuquerque, que em 1992 assumiu o comando do 34° Batalhão de Polícia Militar de Minas Gerais, onde, durante três anos, comandou 800 policiais homens. A região onde ela atuava era uma das que registrava os maiores índices de criminalidade na capital mineira, Belo Horizonte.
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Atriz Reese Witherspoon luta contra violência doméstica
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Momento importante do evento que divulga a campanha Fale sem Medo - Não à Violência Doméstica, promovida pela marca de cosméticos Avon, é o encontro entre Reese com Maria da Penha Maia Fernandes, símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil e convidada especial.
"É um prazer conhecer essa mulher que encorajou o Brasil", disse a atriz. Após seu pequeno discurso, Reese presenteou Maria da Penha com uma Pulseira da Atitude,
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Eleições agora com candidatos Gays

Se há algo de novo nas eleições municipais de 2008 é o fato de termos uma quantidade considerável de candidatos assumidamente gays e que empenham a bandeira das questões de políticas públicas específicas para este público. Porém, diante deste fato uma questão permeia: os gays votam em gays? Vivemos realmente uma eleição fora do armário?
Continua aqui....
http://armariodificilsaida.blogspot.com/search/label/Pol%C3%ADtica%20Queremos%20Acreditar
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Para quem gosta de futebol- Jogos do Campeonato Brasileiro Masculino do dia 03/09/08
Santos- SP x Vitória- BA 22:00
Figueirense- SC x Flamengo- RJ 22:00 ( o jogo será televisionado pela rede globo)
Atlético Mineiro - MG x São Paulo- SP 22:00
Goiás - GO x Atlético Paranaense- PR 19:30
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"Entre Amigos & Amores, os espaços gays do Rio" Chega a São Paulo!!!

Vai ser inaugurada dia 9 de setembro ás 19 hs no MAC IBIRAPUERA, A inauguração será aberta ao publico. Não deixem de pretigiar este artista !!!
Essa exposiçao teve data prorrogada no Rio, tamanha a boa acolhida do público.
A exposição é do Fotografo Pedro Stephan
Ele já teve ensaios fotográficos publicados em importantes revistas internacionais, como na francesa "Tetù Magazine", editada pelo estilista Yves Saint Laurent; nas alemãs "AK Magazine", "Siegessaeule" e "Du und Ich"; e nas norte-americanas "Circuit Noize" e "La Vida", entre outras
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Diário dos Esportes- 03/09/08
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terça-feira, 2 de setembro de 2008
Esclarecimento
Este Blog, não deixou de Apoiar o Projeto da Alessandra!
Ela deve em breve ter um Blog que não esteja atrelado a nossa comunidade para continuar a desenvolver a Brilhante idéia que teve sobre o Livro de Depoimentos e histórias sobre a nossa Saída do Armário.
Acredito que isto só deva contribuir com seu projeto, pois ela terá mais liberdade para trabalhar seu projeto.
Estaremos colocando todos os depoimentos que já temos em um tópico que acredito a própria Alessandra deva transcrever os depoimentos para seu novo blog.
Assim que ela me passar o novo endereço eu vou disponibilizar e colocar entre nossos blogs recomendados.
Assim para não perdermos o espaço este blog será repaginado e contará com varias colaboradoras desenvolvendo temas criativos .
Como faz Parte da InFoco, surge novamente a Fenix!!!
INPORTANTE: continuem a Mandar seus Relatos, pois eles tem ajudado muito a varias pessoas que tem passado por momentos tão delicados.
Para enviar okeoman1@terra.com.br * Todos serão postados
Meus votos para a Ale
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Mirtes Pura Arte!

Esta Forte Mulher, Está na Espanha, aprendendo e ensinado.
Aprendendo novas técnicas para nós encantar com suas pinturas e ensinando os Espanhóis a Garra da Mulher Brasileira!
Em agosto Fez sua Segunda Exposição, que tivemos o Prazer de ter também seus quadros expostos em nossa Comunidade!
Vejam um pouco da exposição aqui : http://armariodificilsaida.blogspot.com/2008/03/exposio-mirtes-os-musicos.html
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Sabine
Bom... só tive 1 namorado, q nem considero pq só tinha 13 anos e foi um namoro bem "bobinho", fiquei com uns 3 ou 4 meninos depois disso e como nunca sentia nada demais qnd estava com eles (aliás, eu ñ sentia nada mesmo, o q acabou me fazendo parar d ficar com garotos, o q considero bom por ñ te precisado transar com nenhum pra me "descobrir") foi bem fácil me entender como lésbica e me aceitar. Meu pai morreu qnd tinha 17 anos, mas como passava mais tempo com ele do q com minha mãe, ele sabia, afinal ñ é qlqr pai q vê uma mulher bonita na rua e "cutuca" a filha pra apreciar a visão tb...rsrs...Bom, contei pros meus amigos, alguns choraram, até hj ñ entendi pq, mas de resto foi bem tranquilo. Agora vinha a hora de falar p minha mãe, só q ela resolveu perguntar 1º!! E nem foi pra mim, perguntou à uma amiga. A Sabine é gay?? ao q minha amiga respondeu: Se for, tem algum problema??...O silêncio da minha mãe foi ensurdecedor...e o pior eu ouvi tudo d onde estava...veio na minha cabeça: De onde ela tirou essa desconfiança??!! Afinal eu nunca saía com garotos, muito menos falava deles, vivia em baladas e parava tudo o q estava fazendo p assistir Bad Girls e Queer as Folks...bem, isso respondeu minha dúvida...rsrsrs...Nem fiquei em casa naquele dia, qnd cheguei d madrugada ela acordou e me abordou no banheiro no exato momento em q escovava os dentes. Disse: O q a Dri falou, é verdade? E eu comecei a achar a escovação dos dentes uma tarefa incrivelmente fascinante (as coisa q fazemos qnd estamos numa situação desconfortável...rsrs), me fiz de desentendida e a ignorei, ela insistiu dizendo q sabia q eu tinha ouvido a conversa delas 2 de manhã...tomei coragem e disse q era sim e peruntei pq ela queria saber e ela disse: Vc é feliz??, respondi q sim, ao q ela respondeu: Ok então, durma bem filha, mamãe te ama!!...Fui dormir me sentindo a "sapinha" mais feliz do mundo...Aí foi tudo lindo, ela conheceu as namoradas q tive depois disso, ela dormiam lá em casa, tudo bem "famíla" unida...
...Até q meus parentes descobriram (crédito q eu reservo à rede Globo de Televisão, me viram pela tv na parada gay de "Copa" em 2002...aff), então veio o "Inferno de Dante" por 1 ano. Diziam q minha mãe ñ tinha q aceitar isso, q era absurdo, q se meu pai estivesse vivo isso ñ teria acontecido (mal sabiam eles q ele morreu sabendo) e todo aquele blá, blá, blá...minha mãe começou a me rejeitar, nós brigávamos o tempo todo, ficava controlando meus horários (coisa q p mim era absurdo, pq eu já ñ tinha hora p chegar em casa desde os 14 anos), meu namoro foi por água à baixo por causa disso tudo...Depois d tanta "encheção de saco" dos meus parentes, eu "explodi" numa festa de família (crédito q eu reservo às cubas libres q tomei), disse q eles ñ pagavam minhas contas, q minha mãe estava melhor q eles pq pelo menos eu era uma boa filha e ñ saía por aí transando com todo mundo, pegando doenças e engravidando como minhas primas, q eu ñ era viciada como o meu primo etc...disse p minha mãe q ela estava sendo hipócrita, pq ela vinha aceitando numa boa até descobrirem, enfim, mandei todo mundo p casa do caralho e parei de falar com eles por 2 anos...minha mãe me pediu desculpas e acabou entrando na "onda" junto comigo, aí foi tudo melhorando de novo...Meus parentes agora ñ falam mais nada, minha namorada é sempre bem vinda na casa deles, nós conversamos abertamente etc. Agora converso numa boa com minha mãe sobre meu relacionamento (coisa q antes eu ñ fazia, apesar de ela aceitar). Aprendi 4 coisas com isso tudo, 1º: Nossos progenitores ñ tem obrigação de aceitar, mas sim d respeitar. 2º: Se eles respeitam a aceitação vem com o tempo. 3º: Se vc se impor as pessoas irão te respeitar com indivíduo. E 4º: Nunca leve sua mãe p uma boate gay, pq senão vc ñ fica "à vontade"...rsrs
...Esperar q todos aceitem numa boa é meio ilusório, tem sempre 1 q se opõe, mas isso ñ pode fazer vc se "anular" e abaixar a cabeça...nunca tive vergonha de mim, pelo contrário me orgulho d ter passado por isso de cabeça ergida o tempo todo (crédito q reservo ao meu nariz arrebitado...rsrs)...mas, sério importante não é discutir, nem tenho q porvar nada pra ninguém, basta ser uma pessoa conciente e honesta comsigo mesma, se fizer isso as outras pessoas vão notar q gosto ñ é falha de caráter. Pq ninguém escolhe gostar mais de filé do q d salmão, isso é uma coisa q é implícita em nós, assim como nossa orientação sexual (odeio a palavra "opção", leva à interpretações dúbias)...Então, p aquelas q ainda ñ saíram do armário: Tenham coragem!! Qnt mais de nós assumirem, mais fácil será pra nos colocarmos na sociedade como pessoas simplesmente, e não um grupo dsitinto...A visibilidade é fundamental pra sermos respeitados e amados!
Um bjo e força à todas
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Morenna
Bom nunca fui diferente quando criança, sempre brinquei com as meninas, de Barbie, essas paradas.
Quando eu tava no 2º grau fiquei um tempão com uma amiga, minha mãe descobriu e quase me matou, fiquei anos sem falar com a minha amiga, hoje nos falamos e nem rola mais nada.
Aí um belo dia, eu resolvi que ia me dedicar mais a uma comunidade aqui do Orkut que fala de uma série que eu amo. Resolvi também que ia ser responsável pelas legendas dessa série aqui no Brasil, coloquei anúncio e montei uma equipe de tradução, aí conheci uma menina fofa demais, mas muito marrenta, toda semana competíamos para ver quem traduzia mais linhas de diálogos.
Nos falávamos pouco, mas com o passar do tempo fomos nos falando td dia via MSN, webcam, telefone até que eu dia decidi pegar um avião lá do Rio e vir aqui para SP conhecer não só a menina que eu tava gostando, como outras meninas que curtem o mesmo seriado que eu. Foi impressionante mas foi amor à priemeira vista, frio na barriga, tremedeira, nervoso.
Fazia tempo que eu num me sentia assim, desde que tinha largado do meu noivo.
Sempre arrumava uma desculpa para voltar aqui na cidade dela e vinha praticamente todo mê, já tava impossível morar longe. Ela decidiu que eu ia ter que vir morar aqui com ela. Detalhe, eu com 28 anos e ela com 20. Ela me arrumou o emprego, e eu vim. Nesse meio tempo, meu irmão (maldito!) achou algumas fotos nossas e pssou a odiar a menina, não falava direito comigo e tanto fez que acabou contando para a minha mãe. Quando voltei para visitá-los no Rio foi uma confusão, uma briga enorme, minha mãe chorando, um verdadeiro stress...
Da última vez que passei alguns dias por lá, briguei feio com o meu irmão ele el falou tudo, gritou para todo mundo ouvir, me xingou de sapatão para baixo, disse que eu era a vergonha da família que eu tava deixando minha mãe doente. Minha tia e minha afilhadinha de 10 anos ouviram tudo e se não sabiam ainda, ficaram sabendo.
Bom, é isso, fui meio que tirada do armário, sou bi, amo muito a minh anamorada, larguei tudo o que eu tinha no Rio, me muei para o interiro de SP por causa dela, e faria tudo de novo se fosse preciso, em breve ela termina a faculdade e disse que vai morr comigo, conto os dias que nem criança para ela se formar logo (no final do an que vem) e ir morar comigo.
É mais ou menos isso...
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Romilde
Fui uma criança muito sozinha, não tinha amigos. Eu tinha hábitos, preferências e comportamentos diferentes, mas como não tinha base comparativa, não sabia que era diferente. Eu me sentia atraída por meninas, e achava que isso fosse normal, que as outras meninas também sentissem isso. Desenvolvi minha personalidade pautada nas minhas próprias reflexões, vontades, ímpetos, livre da influência de outras crianças. Para mim, gostar de garotas era totalmente natural, por isso nunca tive problemas em me aceitar, e também por isso tampouco compreendo quando leio depoimentos onde as pessoas relatam seu grande sofrimento em se aceitar como homossexual. Acho que foi por volta dos dez, onze anos, quando começaram as paqueras e namoricos na sala de aula... Tive aquele insight e comecei a reparar que as meninas se interessavam pelos meninos, que os adultos casavam-se sempre com pessoas do sexo oposto, e que aquela amiga do meu pai que tinha cabelo curto e se vestia de homem já devia ter uns 40 anos e morava sozinha, nunca teve filhos nem namorados, apenas amigas. Um tempo depois comecei a namorar um rapaz, mas gostava da melhor amiga dele, e o namoro acabou assim que ela mudou-se para outra cidade. Aos quinze, apaixonei-me por uma garota, mas não nos envolvemos porque minha mãe enfrentava um divórcio muito duro e achei que não era o melhor momento. Aos dezesseis, conheci a moça com quem estou até hoje e retendo me casar. E por ela valeria a pena investir na relação e assumir para a minha mãe. Gente, eu achei que seria tranqüilo, pois ela é uma mulher jovem e sempre se mostrou moderna, cabeça aberta. Quando contei, ela entrou em depressão, ameaçou me matar, tentou suicídio, ameaçou processar minha namorada, cortou internet, telefone, dinheiro, liberdade, e até a minha privacidade. Dizia-me coisas horríveis, ameaçava muito, praguejava sempre, falava que eu jamais teria sucesso profissional, que as portas estariam sempre fechadas pra mim, que os homossexuais eram pessoas promíscuas, drogadas, vulgares, ignorantes e sozinhas.
Eu, como não tinha contato com nenhum gay e só conhecia aqueles escandalosos que a gente vê na rua, não achava aquilo um tremendo absurdo, apenas dizia a ela que eu não seria assim. Bem... Tudo mudou na minha vida quando eu passei no vestibular e saí de casa. Vim morar na cidade da minha namorada, o que só foi possível porque dois meses antes eu dissera à minha mãe que era mesmo fase, que tinha passado. Aqui pude perceber que os homossexuais que minha mãe desenhou um dia pra mim eram um estereótipo ridículo criado pelo preconceito da sociedade. Conheci pessoas maravilhosas, inteligentes, bem sucedidas, discretas, respeitadas, livres, e muito, muito felizes, e pude me compreender e me aceitar com tranqüilidade. Ainda assim, não sou totalmente assumida pros outros. Não nego nem minto, porém mantenho a discrição em locais públicos, só baixo a guarda em lugares gays. Em casa, após um ano inteiro de guerra e inferno, já faz um outro ano que eu e minha mãe estamos muito bem... Ela simplesmente apagou aquela parte da nossa vida, e hoje finge que nada aconteceu. Antes de eu sair de casa, ela disse que se soubesse de mim com uma garota, não seria mais minha mãe. Por isso eu não toco mais no assunto, ela finge que não sabe, e estamos bem, vivendo uma mentira. Sinto-me muito triste em pensar que terei sempre que escolher com quem vou passar o natal, a páscoa, as férias, o ano novo e tudo mais, pois minha mãe nunca aceitará a minha namorada. Entretanto, tenho que respeitar isso. Minha mãe não me proíbe de namorar meninas, eu não imponho a ela meu relacionamento. Mesmo com isso, sou feliz. Tenho uma carreira sólida na faculdade, uma vida social ótima, a amorosa, nem se fala, me aceito plenamente e sou completamente satisfeita comigo mesma.
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Lara
bom, minha história começou a muito tempo, desde a 5 série eu ja me sentia diferente das minhas amigas, eu amava futebol não gostava de me arrumar muito essas coisas, que toda menina pequena gosta de fazer.. então, mas não dava muito bola pra isso o tempo foi passando,5, 6 7 8 séria e eu levando.. mas quando chegeui no 1° colegial as coisas foram ficando mais dificeis pra mim, fui sentindo que esse sentimento estava crescendo..e no 1° col.mesmo foi a primeira vez que eu beijei uma menina aquilo foi demais pra mim a partir daquele momento eus enti que era isso que eu queria pra mim, mas mesmo assim continuei em silencio guardando pra mim mesma todos os meus sonhos e vontades, no 2° col. eu soube administar melhors as coisas fiquei com varios meninos só que aconteceram varios problemas na minha vida, com familia e tudo mais, e no quand eu estava no 3°col. estava viajando com o meu pai e um dia eu estava me sentindo muito mal, estava chorando por tudo. até que eu resolvi contar para ele, chorei muito antes de contar, mas a coragem veio e eu falei, e vocês não vao acreditar, ele me disse que ja desconfiava, pois eu fui muiito grudada com algumas amigas miinhas e ele já desconfiava, e me disse que isso não era normal, e que eu tinha o poder de mudar sabe? escolher homem em vez de mulher, mas isso ão é questão de querer e sim d sentir..mas sei que qualquer que seja minha escolha ele vai me apoiar, minha mãe não sabe, quer dizer, ninguém sabe além do meu pai..mas ele acha que um dia eu vou mudar sabe?! mas isso é bem dificil de acontecer..minhas amigas nem sonham com isso.. e nã sei o que fariam se soubessem pois, muitas tem namorados e veneram os homens e algumas tem até um certo preconceito com esse lance gay! mas eu sou assim, estou no primeiro ano de faculdade e tenho muito o que viver, viver a verdade que sinto e ser feliz..mas queria que vocês me desse alguns conselhos de como agir no começo de tudo isso..como contar para as pessoas sabe?! porque quero ser feliz, com mulheres.. obrigada desde já..
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Débora
Eu sabia que tinha queda por meninas desde o começo da minha adolescência (lá pelos 12 ou 13 anos), mas por imaturidade e medo, me conformei em viver uma vidinha pseudo-hétero. Tive alguns namoricos com meninos, nada que fosse muuuito sério, e fui levando minha vida numa boa, na medida do possível. Em 2007, aos 18 anos, quando fazia cursinho pré-vestibular, fiquei pela 1ª vez com uma garota, por quem eu era muito apaixonada. Nós namoramos por alguns meses, mas tudo acabou agora, no final de junho. Até hoje eu não expus minha verdadeira sexualidade de forma explícita, embora alguns incidentes já tenham acontecido, como as vezes que minha mãe viu sem querer minhas conversas de internet com amigas entendidas e o flagrante que ela me deu quando eu estava assistindo The L Word no computador. Não me relaciono com homens há quase quatro anos e eu sei que minha mãe, no mínimo, suspeita que há algo diferente. Penso muito em contar a verdade aqui em casa, mesmo sabendo o que me espera, mas viver de mentiras é algo que me chateia demasiadamente.
Me desejem sorte, meninas!
;*
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sábado, 12 de julho de 2008
Alexandre
A história é um pouco mais complexa, digamos que sobrenatural! (Eu costumo brincar um pouco, mas neste caso o meu relato está sendo sério mesmo!)Fui criado em uma família classe média baixa, conservadora, certinha demais e muito religiosa (católica). Homossexual para mim era um homem depravado que queria se vestir de mulher e paquerar todos os homens. Quando aos dezesseis me descobri homossexual me tranquei no banheiro e chorei muito. No início dessa descoberta, entendi porque tinha um comportamento e atitudes diferentes da maioria dos meninos da minha idade. Essa análise durou pouco, pois afirmei para mim que isso era só uma fase da adolescência e com a minha força de vontade eu iria mudar toda essa situação. Passei a analisar todas as diferenças de comportamento que existiam entre mim e os outros rapazes que eu considerava heterossexuais para poder me adequar e me recondicionar (me deu vontade de vomitar agora!). E quanto mais eu reprimia os meus sentimentos, mais a minha homossexualidade aflorava. Eu não sabia, mas eu também sofria de um transtorno de ansiedade conhecido hoje em dia como TDAH ou DDA e que piorou e muito com essa minha luta constante em me tornar heterossexual. E naquela (início da década e 90) época não se encontrava nenhuma leitura decente ou consoladora sobre a homossexualidade para o público. A homossexualidade quando citada era sempre uma patologia ou um desvio de caráter. Logo a depressão própria de quem sofre de DDA passou a ser uma companheira constante para mim. Depressão após depressão e eu não achava solução alguma para o meu problema. E não encontrando uma saída e não conseguindo me abrir com ninguém (Um pesadelo terrível!) passei a me tornar mais religioso e perdir cada vez forças a Deus, o que me ajudou de uma forma imensa (Se não fosse o amparo espiritual já teria morrido ou me matado!).
Essa minha busca religiosa me trouxe experiências religiosas que me ajudaram a acreditar e ter uma fé cada vez maior. Nas minha experiências espirituais Deus realmente se mostrava imensamente bondoso, justo, misericordioso. Com o tempo eu passei a ter uma crise espiritual, mas não porque eu deixasse de crer em Deus, mas porque a minha mente não conseguia conciliar um Deus que condenasse o amor de duas pessoas e fosse assim mesmo um Deus de amor. Continuava tendo fé em Deus, mas sempre o questionava muito sobre isso a ponto de deixá-lo de lado por um tempo por não suportar isso. Minha distância durou apenas alguns meses e novamente eu voltava os meus olhos e o meu coração a Deus, mas continuava a questionar essas incoerências.Minha depressão aumentou e as crises demoravam mais tempo para terminar. Já até pensava numa maneira de desaparecer do mundo. Eu rezava pra ser atropelado, adquirir um câncer, dormir e não mais acordar etc...
Numa tarde aluguei o DVD "O Segredo de Brokeback Mountain" para assistir e gostei bastante do enredo. Passei a imaginar o "porquê" de Deus condenar os amor entre dois homen e duas mulheres e sempre pedia pra que Ele me desse uma explicação. Alguns dias depois tive o sonho mais intenso de minha vida. (Eu sei que tem gente na comunidade que é ateu, que não acredita na existência de Deus, mas eu sei também que ter fé em Deus não é uma questão de uma pessoa querer acreditar apenas, é algo mais. Por isso, eu não acho errado falar de Deus como se fosse algo incontestável, porque é a minha fé.) Eu sonhei com uma presença, com um espírito grandioso, bondoso que permeava minha mente, meu corpo, minha cama, meu quarto e que falava em nome do próprio Deus e no meu coração e na minha mente Ele dizia que Deus nunca condenou o amor entre duas pessoas do mesmo sexo e numa relação homossexual Ele somente condenava o mesmo que condenaria na relação entre casais heterossexuais. Eu acordei umas três vezes com o mesmo sonho durante a madrugada. A manhã seguinte foi a manhã que me libertou do medo que eu tinha de me aceitar como homossexual e a partir daí eu conheci o que é ser livre não só espiritualmente, mas psicologicamente também.
Passei mais de um ano com a sensação de que haviam dois Deus(es) no mundo e dentro de mim, um Deus autoritário que exigia obediência cega e um Deus que exigia o amor, o respeito ao próximo e que buscava a felicidade dos seus filhos, mas essa contradição acabou e eu não sofro mais por isso!Sou louco? Talvez seja, mas eu sou feliz também!
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