quarta-feira, 2 de julho de 2008

Marília

Bom o tópico é sobre sair do armário... mas, assumir pra todo mundo e sair levantando bandeira é uma coisa muito complicada e algumas vezes é até desnecessária... as vezes é melhor deixar subentendido e evitar conflitos.
Na família(que mora bem longe) e no trabalho não saio abrindo minha vida... Na família eu acho que todos fazem de conta que não sabem pra não ter que passar pelo constrangimento de ter que falar no assunto. Iam ter que me aceitar de qualquer jeito(pois todos me adoram). No trabalho, alguns sabem e outros tem dúvida...e tem aqueles que nem desconfiam. Nos demais âmbitos da minha vida todos sabem até porque sou uma ativista GLBT.
Só percebi que gostava também de mulheres depois de adulta. Quando criança achava algumas mulheres muito interessantes. A amiga da minha irmã mais velha, a menina mais linda da escola, a atriz da novela que eu sonhava todas as noites... mas, eu não ligava isso com homossexualidade, pois eu me apaixonava pelos meninos e adorava namorar com eles.
Minha primeira relação sexual foi com 17 anos com o meu primeiro grande amor, um rapaz que também tinha 17 anos o G. Ambos virgens e completamente apaixonados. Tivemos uma linda relação que durou 7 anos. Foi tudo de bom e um dos melhores e mais lindos momentos da minha vida. Mas, como estamos falando de Lês...
Foi com a F., uma amiga da Universidade. Éramos 4 amigos, eu o cara daí de cima(G.), ela(F.) e um amigo(H.). A gente andava sempre junto. Um dia comecei a olhar diferente pra aquela mulher 11 anos mais velha, separada a pouco de um casamento homo de 13 anos. Acabei me apaixonando pelo jeito estabanado dela com aqueles braços longos e um ar intelectual. Aquela paixão repentina me deixou completamente maluca. Não pelo fato de ser por uma mulher, pois já tinha 24 anos e uma cabeça completamente aberta, detestava qualquer tipo de opressão e preconceito. Estava psicologicamente preparada pra mudança de orientação. Quase pirei na verdade porque queria aquela mulher, queria beijá-la, queira amá-la e não tinha coragem de magoar o G. que eu tinha certeza que ainda amava profundamente. Me causava náuseas ter que machucá-lo com uma bomba dessas. Resolvi terminar a relação linda e longa que tinha com ele pra viver aquela paixão avassaladora com ela. Ele, claro teve um piripaque e quase morreu, abandonou o emprego, passou a beber feito um louco...Foi tudo muito rápido, uma semana apenas, entre o dia em que abri o jogo com ele e o dia que fui à casa dela. Bati na porta com um golfinho de pelúcia na mão. Ela me recebeu com um sorriso que não cabia no rosto. Entrei na sala, entreguei o presente que notoriamente ela adorou, conversamos uns 5 minutos sobre a declaração que fiz pra ela 4 dias antes na saída da faculdade(depois saí correndo) e tasquei-lhe um beijo na boca. Sem desgrudar um milímetro sequer, levei-a pra cama(dela) e tirei sua roupa como se a casa fosse minha e como se já tivesse feito aquilo com centenas de outras mulheres. Eram dois corpos extremamente diferentes em altura e peso, mas que se confundiram como se fossem um só. Fiquei encantada com aqueles seios rijos, com aquela pele macia sem pêlos e com a imagem indescritível de um gozo feminino. Pelo jeito que eu agia, sem pudores e bem determinada, parecia que nada daquilo era novidade.
Pena que essa relação durou muito pouco(4 meses), pois acabou o encanto, eu não a amava de verdade e percebi que eu queria mesmo era ficar com o G. Tentei voltar pra ele e ficamos juntos ainda algumas vezes, ele foi maravilhoso e tentou mesmo aceitar tudo, mas ele não suportou a idéia de eu tê-lo deixado e disse que jamais conseguiria segurança comigo de novo. Aí foi minha vez de sofrer penosos longos anos pela falta dele. Mas, felizmente não cheguei a morrer. Namorei algumas mulheres e homens e então encontrei a L. a menina mais doce do mundo e com quem fui casada 7 anos... depois me apaixonei perdidamente por uma gaúcha que me fez viajar 4.700km com mala, cuia e gatas...deixando pra trás minha cidade, família, amigos...etc. Confesso que não me arrependi, apesar de não ter sido fácil.

1 comentários:

lanna disse...

amiga q história hein?! to sem ar até agora com a parte q li q vc ia visitar a outra menina entrou com tudo foi beijando... nossa fiquei sem ar! tudo de bom pra vc boa sorte beijos.